A diretora da penitenciária feminina Maria Júlia Maranhão, em João Pessoa, Tatiana Pimentel, está completando um ano à frente da unidade. Nomeada em 4 de novembro de 2025, a gestora chega aos 12 meses de administração com iniciativas voltadas à ressocialização, à assistência jurídica, à qualificação profissional e à preservação dos vínculos familiares das mulheres privadas de liberdade.
Advogada graduada pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e historiadora formada pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Tatiana possui especializações nas áreas de Direito Penal, Processo Penal, Direito Penitenciário e Segurança Pública. Sua atuação na direção reúne a condução das atividades administrativas e o apoio a projetos de reintegração social.
Entre as iniciativas acolhidas pela unidade prisional está o projeto “Voz que Liberta”, lançado em 26 de outubro pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), em parceria com o Governo do Estado e outras instituições. Idealizada pela desembargadora Fátima Bezerra Maranhão, a ação envolve revisão de processos, escuta das mulheres e acesso a serviços de saúde e assistência social.
A abertura contou com a presença do ministro Carlos Brandão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), além de representantes da OAB, da Defensoria Pública e de órgãos parceiros. A programação incluiu atendimentos do Hospital da Mulher e assistência odontológica móvel.
No campo do trabalho e da capacitação, a gestão deu continuidade ao “Castelo de Bonecas”, projeto de produção artesanal de bonecas de pano. As oficinas oferecem oportunidades de aprendizagem e trabalho, com possibilidade de remição de pena. Entre os produtos confeccionados pelas participantes estão mascotes do SUS, apresentados ao Ministério da Saúde pela direção e sua equipe.
A cultura também integra as ações desenvolvidas na penitenciária. Segundo o balanço da gestão, o coral “Vozes Passageiras” realizou 29 apresentações ao longo do período. A iniciativa utiliza a música como instrumento de expressão artística e convivência, aproximando as participantes de espaços culturais e institucionais fora da unidade.
As atividades de humanização incluíram comemorações do Dia das Crianças e outras datas festivas, com momentos de convivência entre as mulheres, seus filhos e familiares. Durante a Copa do Mundo, as internas também acompanharam partidas no auditório da penitenciária.
Outra iniciativa foi a primeira edição do “Vire o Jogo”, realizada em parceria com professores de educação física da Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel). A ação buscou ampliar a prática esportiva no ambiente prisional e integrar o esporte às atividades de reinserção social.




