Dono de duas medalhas de bronze nos Jogos Olímpicos, a lenda da vela Lars Grael ministrou uma clínica para cerca de 70 crianças e adolescentes nesta terça-feira (24). O evento aconteceu em frente à arena montada no Busto de Tamandaré, entre as praias de Tambaú e Cabo Branco, e faz parte da programação do Paraíba World Beach Games.
“É uma oportunidade única proporcionar esse tipo de experiência para nossos jovens, com um ex-atleta do nível de Lars Grael. Isso inspira, motiva e fortalece o desenvolvimento do esporte no nosso estado”, afirmou o secretário de Juventude, Esporte e Lazer da Paraíba, Lindolfo Pires.
Além de dar orientações sobre a vela para a nova geração, Lars também realizou uma palestra sobre suas conquistas no esporte e a superação que precisou enfrentar. Em setembro de 1998, Grael sofreu um grave acidente em Vitória, no Espírito Santo, quando uma lancha invadiu a área de competição e atingiu seu barco, resultando na amputação de sua perna direita pela hélice.
“A vela estar em João Pessoa dividindo o espaço com o vôlei de praia, beach soccer e várias outras modalidades, acho que é bom. Isso torna a vela mais acessível. João Pessoa tem toda essa vocação, é um lugar maravilhoso para velejar. Acompanhei à distância o Paraíba World Beach Games e vi que, neste ano, com a inclusão da vela, foi muito bom. Compartilhei um pouco da minha história de vida, da luta, das derrotas e do aprendizado com elas. O acidente e a resiliência para voltar a velejar e competir são fundamentais. Mostrei a trajetória de um atleta que, na vela, não é muito diferente. É um esporte pouco difundido, mas que deu ao Brasil um grande número de medalhas olímpicas, sendo o maior vencedor”, comentou Lars Grael.
Um dos participantes da clínica com Lars Grael foi Bernardo Crispim, de nove anos. O garoto dá os primeiros passos na vela, na classe optimist. Apesar da pouca idade, ele se entusiasmou com o que ouviu e aprendeu com a lenda da modalidade. “Foi muito legal. Muito importante esse momento, já que velejar é o meu esporte favorito. Me chamou a atenção ele ter falado que, na primeira regata da vida, ele perdeu, mas na segunda foi medalhista. Comecei a velejar por causa da minha mãe e por causa de Lars”, finalizou Bernardo Crispim.
Secom-PB



