O candidato a presidente Ciro Gomes (PDT) prometeu criar uma “lei antiganância”, por meio da qual o cidadão que pagar o equivalente a duas vezes sua dívida teria seu débito saldado.
Logo após o programa, sua campanha divulgou nota na qual afirma que a lei pretende proteger o povo do abuso dos juros em empréstimos bancários.
Ele afirma que esse tipo de lei já existe, por exemplo, na Inglaterra. “Aqui no Brasil obrigam as pessoas a pagar até mais de dez vezes uma dívida. Por que não pode haver controle de juros e multas exorbitantes no Brasil?”, questiona o candidato.
“Vou olhar para quem tem pouco, libertando as pessoas da escravidão por dívidas”.
Ciro, que foi foi sabatinado por William Bonner e Renata Vasconcellos nos estúdios da Globo no Rio de Janeiro, por cerca de 40 minutos, também defendeu unificar benefícios como a aposentadoria rural, o seguro desemprego, o BPC (que beneficia idosos pobres) e todos os programas sociais como Bolsa Família e Auxílio Brasil em uma renda mínima. Ele afirmou que o objetivo é incluir essa renda na Previdência Social, o que daria segurança constitucional aos contemplados.
O programa de renda mínima, batizado em homenagem ao vereador petista Eduardo Suplicy, é o carro-chefe da campanha de Ciro e pretende pagar cerca de R$ 1.000 mensais a cerca de 60 milhões de pessoas.
De acordo com Ciro, o custo do benefício seria coberto com um imposto sobre os super-ricos –os que tiverem patrimônio acima de R$ 20 milhões.
“Com apenas 50 centavos para cada R$ 100 que tiver, cada super-rico vai financiar a renda mínima de 821 brasileiros mais pobres”, disse o candidato.
O candidato também prometeu proteger a Zona Franca de Manaus e afirmou que a melhor maneira de evitar o desmatamento da Amazônia é dar alternativas econômicas aos moradores da reunião.
Sobre o plano de gerar 5 milhões de empregos, ele afirmou que as vagas virão da retomada de obras paradas, de contenção de encostas e de infraestrutura de saneamento.
Embora seu plano de governo não tenha falado de privatizações –um tema que divide fortemente os candidatos Lula (PT), que é contra, e Bolsonaro (PL), que é a favor–, Ciro disse que entregar saneamento ao setor privado pode levar a desigualdade de atendimento.
Segundo ele, o marco do saneamento aprovado há dois anos foi um avanço, mas o estado precisa ser responsável pelo planejamento.
Apesar de estar estacionado em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PDT pretende manter a estratégia de se colocar como alternativa à polarização política entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL), que lideram a disputa.
Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (18) mostra que Ciro mantém 7% –distante do petista, com 47%, e do atual presidente, com 32%. Trata-se do mesmo percentual registrado pelo pedetista no levantamento divulgado no fim de maio.
Bolsonaro foi o primeiro a ser entrevistado pelo Jornal Nacional, entre os candidatos mais bem colocados postulantes à Presidência da República.
Ao longo da semana, ainda serão recebidos os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva, do PT (25, quinta) e Simone Tebet, do PMDB (26, sexta).
Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br/economia



