O julgamento do caso Henry Borel foi cancelado logo em seu primeiro dia, nesta segunda-feira (23), após a defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, abandonar o plenário, o que levou ao adiamento da sessão. A nova sessão foi marcada para o dia 25 de maio.

A decisão de suspender o julgamento ocorreu porque a saída dos advogados inviabilizaria a continuidade da sessão, uma vez que o réu não pode permanecer sem representação legal.

Paralelamente, a magistrada determinou a soltura de Monique Medeiros, mãe de Henry e também ré no processo, por considerar que há excesso de prazo na manutenção da prisão preventiva diante do adiamento. Jairinho seguirá preso.

A sessão havia sido aberta pela juíza Elizabeth Machado Louro por volta das 10h35, com o sorteio do conselho de sentença, formado por seis mulheres e um homem, e a leitura da denúncia. Em seguida, os advogados de Jairinho pediram o adiamento, alegando dificuldades no acesso a provas, mas o pedido foi negado.

Na sequência, os cinco defensores presentes informaram que deixariam o julgamento, o que levou a magistrada a dispensar os jurados e encerrar a sessão. A juíza criticou duramente a atitude da defesa, classificando a conduta como “abandono processual” e “ato atentatório à dignidade da Justiça”.

– Tenho que a conduta dos advogados, ainda que motivada por inconformismo, molda-se muito mais ao que é um abandono processual. Declaro como ato atentatório contra a dignidade da Justiça – disse a magistrada.

Ao dissolver o julgamento, a juíza determinou que a banca de defesa de Jairinho arque com os custos da sessão, como despesas com servidores, jurados e estrutura do tribunal. Também encaminhou o caso à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), solicitando a análise de possíveis punições disciplinares.

Fonte: Pleno News

Foto: Reprodução/YouTube TJRJ

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