As redes sociais registraram nos últimos dias uma nova tendência: usuários estão transformando fotos pessoais em caricaturas geradas por inteligência artificial, usando o ChatGPT e outras plataformas de criação de imagens. Os apresentadores do Sistema Arapuan de Comunicação entreram na Trend (foto acima). Lado esquerdo, reportér e apresentadora Sabrina Barbosa e lado direito o apresentador Samuka Duarte. Saiba como fazer abaixo.
A febre digital mostra pessoas retratadas em versões ilustradas de suas profissões e rotinas, em imagens personalizadas que viralizam rapidamente.
Para participar da trend, o procedimento é simples: o usuário envia uma foto ao assistente de IA acompanhada de um comando com instruções sobre o cenário desejado.
Um dos comandos mais utilizados é: “Crie uma caricatura minha no meu ambiente de trabalho, levando em conta tudo o que você sabe sobre mim”. A partir disso, o sistema utiliza a imagem enviada e dados fornecidos pelo próprio usuário para criar a ilustração.
Durante o processo, o assistente pode solicitar mais informações para ajustar detalhes da imagem, como objetos, cenário e elementos que o usuário deseja incluir ou excluir.
As caricaturas são produzidas por ferramentas de geração de imagem baseadas em IA, como o ImageGen, tecnologia da OpenAI, embora outras plataformas também ofereçam recursos semelhantes.
A nova onda relembra outra febre digital envolvendo imagens geradas por IA. Em 2025, uma trend inspirada no estilo do estúdio japonês Studio Ghibli (veja foto abaixo), levou milhões de usuários a criar ilustrações parecidas com filmes famosos, como A Viagem de Chihiro e Meu Amigo Totoro.

Na ocasião, o sucesso reacendeu debates sobre direitos autorais e o uso do estilo artístico de terceiros por inteligência artificial. A OpenAI reconheceu que o tema exige cuidados e afirmou ter implementado restrições para evitar reproduções diretas de estilos protegidos, embora algumas exceções tenham sido discutidas.
A discussão também trouxe novamente à tona uma declaração do fundador do Studio Ghibli, Hayao Miyazaki, que em 2016 criticou duramente o uso de IA na criação artística. Na época, o cineasta afirmou ter ficado “totalmente enojado” ao assistir a uma demonstração de animação criada por inteligência artificial, classificando a tecnologia como um “insulto à própria vida”.
Mesmo em meio às controvérsias, a tendência segue crescendo e mostra como a inteligência artificial continua moldando novas formas de interação e produção criativa nas redes sociais.
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- Thyago Lúcio – Portal Paraíba.com.br



